23.6.06

Loucura exacerbada...

Dopada.

Eu não sei bem o que sinto, uma angustia vem
Levando meu corpo num gélido suspiro
No coração tudo o que se deserda,
A essência do meu eu em busca pelo querer viver,
Perdida num vazio de sentimentos desconexos.
Um mais que querer por sentir,
Contrapondo a trucida dúvida do meu existir
Dizer a mais do que aquilo que se conhece,
E depois no seu eu não conceber
Buscar pela alma corrente o seu pedaço de caminho, de corpo..
E viajar num espinhoso labirinto,
Labirinto cravado desde o meu princípio, seguidos dos meus instintos...
Um não sei o que de melancolia, que vem pelo desgosto
Ou mais ainda pelo gosto, e o pânico do suicídio...
De um lado, o tentador amado espaço e abrigo.
Do outro o asco, o repúdio de uma vida sem você.
Deixando essa alma a beira de um precipício.

Amanda Sotero
18.06.06

2 Comments:

Blogger Israel Ozanam said...

Acredito que se você não tivesse feito a exegese dessa poesia quando eu estava aí, eu não a teria entendido. Ela é de uma bela complexidade (diferente dos meus textos, que têm sido considerados complexos e incompreensíveis...)
Beijos, amor.

18:41  
Blogger Israel Ozanam said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

18:44  

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