27.11.07

Nostalgia.

Ao avesso

Sinto-me encantada
Por sombras desvairadas
Uma mente subversiva
Um tanto quanto audaciosa

Mas que se trava
Ao sentir, presumir
Trúcidos gritos alheios

Quero muito ficar
Mas tenho que ir!
Muito falar...me emudeço!
Ou muito agir...mas me fecho!

Não sei mais o que fazer
Por muitas vezes
Quase sempre
Sou um rio...
Anil, temporário!

Que corre, corre!
Não posso, não devo!
Mas quero, quero tanto!
Enlouqueço!

No anoitecer do meu quarto
Quando sinto-me... livre
Talho-me, poesia.

Indiscutível prazer maior
Soberbo, sublime, pecaminoso
Mas ... absolvido!

Em dias únicos
Perdidos no calendário lunar
Dos meus sentimentos.

Por que sou crua
Inconstância de atos
Que de um lado é desejo
E do outro...Retrato!

Amanda S
22.06.05

Comentário:

Deu vontade de mostrar, relembrar algumas poesias antigas minhas. Estas que um dia já tiveram o seu encargo de muito mexer comigo ao ponto de escrevê-las. São tantas coisas vividas, encharcadas de sentimentos. Que nos dias de hoje, penso com saudade dos tempos de pureza que não voltam mais...
Por que não mostrá-las, não quero mais esquecê-las...
Meu diário, minhas vidas.

12.11.07

À virgem dos lábios de fel.


O que se passa e não se vê.
Transtorno da alma.
Pessoas falam o que querem falar
Desculpas vãs não vão me acalmar.

O mesmo ser de cruas errâcias
Palvras tolas, sem lembranças
Estas que não saem mais
Como cólera nos meus pulmões.

Como doce um dia fora
Cantava canções natalinas a me encantar
Seu peito aconchegante meu caminho.
Hoje o ásco de um recuo sem sentido

Uma farsa que não é tola
De tudo o que se faz doer o coração
Tornara-se o avesso da visão
Do que um dia um anjo fora.

By: Lua_Adversa.
12/11/07

5.11.07

Músicas...

hum...
Certas músicas me lembram alguém.
Um sentido vago, sem razão.
Como pode?
Esperteza este é seu nome.
Esperteza.

Uma frieza.

Down em mim

Cazuza

Composição: Frejat/Cazuza

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down... down


PERFEIÇÃO!